O que é
O influenciador digital pode ser uma celebridade, um editor de uma publicação tradicional, um especialista em determinado assunto, assim como um canal bastante visualizado no youtube. A definição muda de acordo com os objetivos de marketing e o foco nos indivíduos. No geral, possuem destaque nas plataformas digitais, e conseguem persuadir muitos indivíduos.
Tipos de Influenciadores
Celebridade: Possui maior alcance, mas com um custo alto e uma audiência genérica. Exemplos: Bruna Marquezine, Beyoncé, Gisele Bundchen.
Autoridade: É o perfil que não é comprado, mas pode ser convencido. Esse tipo de influenciador não coloca sua credibilidade em xeque, buscando aquilo que é valorizado pelos seguidores e que aumente a sua credibilidade. O seu público é realmente interessado pelo assunto abordado. Exemplos: Blogs Vestibulando Ansioso e Geração de Valor, canal Coisa de Nerd.
Marca pessoal: Preza por sua reputação acima de tudo. Para conquistar a sua confiança é essencial aumentar sua própria visibilidade. Exemplos: Taciele Alcolea, Camila Coelho, Nah Cardoso.
Analista: Utiliza de dados para gerar panoramas e avaliações confiáveis. O influenciador analítico atinge um público bem segmentado. É importante para gerar interesse em segmentos do mercado, e para modelos de negócio business to business (B2B). Exemplos: economistas Ricardo Amorim e Leandro Martins, analista técnico Fernando Góes.
Ativista: movido por seus ideais. Seu poder de ação e relevância é considerável, e o jeito de conquistá-lo é dar espaço para que seu ponto de vista seja ouvido, além de manter a mente aberta. Exemplos: canal Jout Jout Prazer e portal Papo de Homem.
Redes Sociais Favoritas
As queridinhas dos influenciadores digitais, quando se fala em redes sociais no momento são: o Instagram, Youtube, Facebook, Snapchat e Twitter. Estas redes estão em constante evolução, trazendo sempre novas atualizações e aumentando seus atrativos. Elas são as principais ferramentas de trabalho dos influenciadores.
Funções
O Face é utilizado como forma de lazer, contato entre amigos e familiares, e ferramenta de interação e engajamento. Através do Facebook Ads você pode realizar campanhas publicitárias de maior alcance, e não é atoa que grande parte dos influenciadores estão lá divulgando seus trabalhos, cursos, produtos, etc.
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A rede de compartilhamento de fotos ganhou recentemente a possibilidade de envio e transmissão (live) de vídeos semelhantes ao Snapchat. O Instagram ganhou adeptos devido a sua interface simples que o faz uma das redes sociais mais fáceis de mexer.
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É a rede social mais utilizada nos Estados Unidos e a segunda no Brasil. Como um canal de entretenimento, tornou-se o segundo buscador nas pesquisas realizadas na internet (ficando atrás somente do Google).
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Mesmo contando com apenas 9% dos brasileiros ativos na rede, ela tem chamado atenção de jovens e adultos (antes era uma febre entre os adolescentes) devido a sua praticidade em enviar mensagens de textos, vídeos e fotos de forma instantânea e efêmera (se autodestrói como forma de se deletar). Várias empresas estão começando a investir no Snapchat devido ao seu forte potencial.
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É o microblog mais sólido do mercado de redes sociais, que surgiu inspirada no modelo de envio de mensagens no formato de SMS e que alcançou o seu sucesso no Brasil no período entre 2011 e 2013. Deste ano para cá sofreu uma forte queda, de aproximadamente 63%. Mesmo assim continua sendo utilizado pelos influenciadores, principalmente para divulgar suas outras redes.
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Custos
Como em todas as profissões, o influenciador digital precisa investir para chegar a um nível de "sucesso", segundo a instablogger Flávia Campos. "Até hoje já investi mais de 80 mil reais", relatou ela, que já está no ramo há 5 anos, e só a partir do terceiro ano começou a conseguir girar dinheiro através do seu trabalho com o instagram. O dinheiro gasto por Flávia vem da compra de câmeras, gastos com fotógrafos, deslocamentos, e pagamentos de viagens nacionais e internacionais. Assim como ela, vários influenciadores investem também na compra de cosméticos, roupas, games, livros, etc, para chamar a atenção das marcas e tentar possíveis parcerias futuras.
Lado bom x Lado ruim
A nova economia reflete as redes sociais como fonte de renda e inspiração. Com ela não se ganha mais apenas curtidas ou uma legião de fãs, mas influência, poder aquisitivo e independência. Assim surge mais um nicho no mercado frenético das redes.
Existem três passos importantes para quem está começando: Primeiramente o conteúdo, segundo, como você usa as plataformas a seu favor, e por último a consistência. O influenciador digital precisa ter foco e saber exatamente o que falar e como colocar essa informação nas plataformas, já que se torna exemplo para quem o acompanha. E como se trata de um trabalho, existe o lado bom e também as dificuldades. Vejamos:
Prós
Os influenciadores brasileiros tem um grande ponto a favor, já que o país é um grande produtor de mídias e, além disso, esse tipo de exposição é muito valorizado. A autonomia de criação é um lado que atrai muito os influenciadores. Fazer a exposição de produtos de variadas marcas e ganhar com isso (produtos, dinheiro, viagens), é outro grande ponto positivo. Poder administrar o seu tempo e de certa forma ser um empreendedor. E para quem gosta de ser reconhecido, atualmente esse é um dos passos mais rápidos para a fama.
Contras
As dificuldades começam a partir de encontrar cenários com bons fundos, e comprar equipamentos modernos, para as gravações e fotografias. A falta de dinheiro no início de carreira é a principal barreira. Outro ponto, é que muitos iniciantes procuram falar de vários assuntos para atrair diversos públicos, mas se perdem, e acabam fazendo posts vazios de conteúdo. O principal é criar uma identidade. Falar de vários assuntos não é proibido, desde que se tenha informações coerentes para não prejudicar a credibilidade diante dos seguidores. A frustração de não conseguir alcançar visualizações ou seguidores como planejado, para alguns acarreta o aparecimento de doenças emocionais, principalmente a depressão.
Para os já reconhecidos, o retorno negativo dos seguidores a uma publicação, e as ofensas gratuitas nos comentários, são as reclamações mais recorrentes.
Resultados
Atualmente, as ações de marketing com artistas famosos em propagandas na TV, rádio, outdoors e mídias impressas são consideradas cada vez mais ultrapassadas. Isso por causa do grande alcance que a internet conquistou. Com a mudança do veículo de comunicação, foi preciso mudar também a forma de abordagem.
A visão estratégica dos influenciadores digitais ajuda muito na propagação de produtos. Pois na maioria dos anúncios eles estão sintonia com a identidade das marcas e, principalmente possuem muitos seguidores que fazem parte do público alvo, tornando o marketing realizado muito mais eficaz.
Segundo uma pesquisa feita recentemente pela The Shelf, 92% dos usuários confiam mais em recomendações de outras pessoas, mesmo as que não conhecem, do que em conteúdo publicitário da própria marca. Cerca de 20% das mulheres ativas em redes sociais se sentem motivadas a comprar produtos promovidos por blogueiras e youtubers que elas conhecem.
As pessoas estão confiando cada vez mais nos influenciadores por ver neles algo mais próximo da sua realidade. Os artistas já são rotulados como “fakes” nas propagandas, porque a maioria dos consumidores dúvida que determinadas celebridades usem tais produtos como anunciam, devido a fatores de preço e qualidade. Isso faz com que o consumidor não se interesse pela compra por se sentir enganado já na divulgação.
Um estudo recente feito pela Nielsen Catalina Solutions mostrou que o marketing de influenciadores pode trazer resultados até 11 vezes melhor do que outras formas de divulgação. Isso porque oferece a criação e a distribuição de conteúdo por preços bem menores que de outras mídias. E devido a passar maior autenticidade, impulsiona muito mais o interesse do consumidor.
Já a agência Tomoson descobriu que as empresas geram, em média, 6,50 dólares em receita para cada 1 dólar investido em marketing de influência. E que 13% dessas empresas fazem 20 dólares ou mais para cada 1 dólar. Dessa maneira, a agência acredita que esta é a forma mais rentável de publicidade atualmente.
Flávia trabalha como influenciadora Digital à 5 anos, hoje conta com mais de 180 mil seguidores no instagram.
- De onde veio a ideia de começar a trabalhar com internet e quando começou a perceber que as suas redes sociais não eram mais apenas locais onde você compartilhava as suas fotos com amigos e familiares e sim um local onde você consegue fazer renda?
"Eu comecei meu interesse por moda, por causa da minha mãe, ela tem loja de roupas, então daí eu fotografava para ela, e aí eu comecei a perceber que outros internautas estavam pegando as minhas fotos e divulgando em redes sociais. E aí começou o interesse em transformar o hobbie em um trabalho.
Eu comecei a perceber que as minhas redes sociais não eram apenas locais de postar fotos, quando empresas de outros estados entravam em contato comigo querendo fazer parcerias, lojas de outros estados. Foi também quando comecei ter um acesso maior de fora do meu estado"
- qual sua rede social favorita e porquê ?
"Atualmente a minha rede social favorita é o instagram, porque ele é meu trabalho"
- Você começou no blog e migrou-se para o insta e hoje em dia não faz mais postagem no blog, ficou apenas com o Instagram, porque essa escolha e isso muda alguma coisa na sua denominação profissional ?
"antigamente eu tinha o blog, tive o blog durante dois anos, e daí eu encerrei o blog e virei instablogger. É a mesma coisa que o blog, porem com legendas menores. Eu transformei o meu instagram em um instablogger, onde eu divulgo tendências, meu dia a dia. E mais ou menos a mesma coisa que eu divulgava no blog, só que eu reparei que o acesso era bem maior no instagram do que no blog. Porque hoje em dia a nossa vida é muito corrida, então as pessoas preferem algo rápido, de acesso rápido. Então preferi investir no instagram.
Não mudou muita coisa não, o que mudou foi que o blog demanda um tempo maior de trabalho, então os posts tinham um preço mais alto que no instagram. No blog eu fecharia três posts por semana, e no insta eu tenho uma liberdade de postar quantas fotos eu quiser, gera um leque maior"
- qual a sua expectativa para esse ramo?
"A expectativa é que só aumente, eu me vejo fazendo isso por um bom tempo, e é o que eu gosto. Um conselho que dou para você que quer trabalhar com isso, quer ser uma digital influencer, você precisa investir na sua carreira, não adianta você acordar um belo dia e decidir ser uma garota digital. Tem meninas que dão certo, tem meninas que caem de gaiato, eu confesso que cai um pouco de gaiato na situação, mas eu estudei, fui atrás, fiz consultoria de imagem, fiz curso para editar fotos, editar vídeos, então eu acho que você tem que investir na sua carreira"
- Quanto custa ser uma influenciadora digital, quanto você já gastou nessa sua carreira que já tem mais de 5 anos de trabalho?
"Bom, tem 5 anos que eu trabalho com isso, então assim, eu gastei muito, quando fui colocar na ponta do lápis, gastei em torno de 80 mil reais, para eu conseguir estar onde eu estou hoje. Nesse 80 mil, estão inclusos câmera, fotógrafo, cursos, roupas, viagens, porque muitas viagens no começo, eu mesma quem bancava, ir pra fora essas coisa, hoje não banco mais, mas no começo gastei muito. Mas o retorno hoje é muito bom"
- Você consegue hoje bancar todos os seus gastos pessoais com o instagram?
"Consigo sim, graças a deus eu consigo repor tudo, mas assim eu trabalho muito, trabalho todos os dias da semana, não fico um dia atoa, se eu não estou fotografando, estou montando looks, editando os vídeos ou fotos. E também eu tenho dois estilos de trabalho somente foto, e foto com postagem, então as vezes um cliente de sao paulo ele não precisa da minha postagem, ele precisa da minha imagem, ele precisa das minhas fotos para eles revenderem as peças deles."
- qual a principal dificuldade você encontrou nessa vida de digital influencer?
"Minha principal dificuldade foi dar aquele bum, demorei mais ou menos dois anos e meio para poder falar assim, nossa to bem financeiramente, estou recebendo o que eu gostaria de receber sempre, tô tranquila. Mas os dois primeiros anos foram muito difíceis, eu investi muito e não tive retorno financeiro"
- Quando foi que você percebeu que deu aquele "bum" ?
"Eu sempre mexi com isso de instagram, blog essas coisas, e aí eu fiz o primeiro bazar da Fá e hoje ele vai para a décima quinta edição, daí foram muitas meninas apenas para me conhecer, nossa fiquei muito emocionada, chorei demais, abracei todo mundo, e aí depois disso todos os lugares que eu ia, alguém me conhecia ou a amiga de uma pessoa me conhecia, e ai foi crescendo crescendo até chegar onde estou hoje"




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